
RIHIENA E SEUS GUARDAS-CHUVA
UnHead Technological Body Biography
Adentrava aos poucos aquele ambiente que outrora fora meu reduto, porto-seguro. Estava diferente agora. Já não reconhecia mais as cores, as texturas, os odores. E não era apenas o ambiente que mudara,; as pessoas eram outras. Lembro-me de quando o exército dos Farroupilhas, maltrapilhos vestidos apenas de calças, se iam rebolativamente ao som de "Sem Mais Drama na Minha Vida", refrão tão repetido pelas Marias Cegas. Tinha para mim que aquilo era, em última análise, uma música, pois se assemelhava a clamores frenéticos de uma geração tão perdida, tão absorta, tão delirante no sentido do sofrer, sem entender que sofrer é primevo à evolução humana. Evolução sem Sofrimento é Enganação da Mente.
Alguns dos novos habitantes me encaravam como se eu não fosse bem-vindo naquilo que um dia fora meu parque-de-diversões. Quem pensam que são? Muito antes de estarem aqui eu já era "habituée". Outros, que não se escondiam nas sombras das marquises, que se expunham bailantes, galantes no intuito, românticos nas palavras, infantis nas ações... esses mesmos eram os que, como disse o que me acompanhava, eles eram os "Night Gospels" ou então astrônomos, porque se punham em observar o céu, o céu sem estrelas, um céu tão próximo de onde algumas estrelas piscavam em cores alucinantes, verde, vermelho, amarelho, lasers estelares, como a espera de algum Messias, ou qualquer outro Santo-Homem que lhes assuntasse aos céus. Eram como uma tribo indigena - vi isso acontecer no Alto Xingu. Todos se uniam numa dança frenética do extasê. Dança do Extâse, com Extâse e alguns presentes dos Santos Cosme e Damião: balas, doces e alguns chicletes sem tantos efeitos. Duas horas de coreografia ritualística batendo os pés do chão, rosto ao céu, olhar perdido no infinito negro. Falar? Quem? Ninguém falava, não havia possibilidade de qualquer comunicação consciente; estavam todos tomados por aqueles Ovnis que pairavam sob suas cabeças. Creio até mesmo que alguns tiveram a alma abduzida dado o fato de sem mais nem menos seus corpos despencarem no chão, as pernas não se aguentavam e se entregavam a Morpheu, um sonho estranho onde olhos piscavam sem controle, assim como todo o corpo piscava. Tudo pisca frente ao medo do desconhecido. Acho que alguém piscou para mim!
Nessa terra que vos falo não existe profissão, não existe razão. É puro animalismo. Usam seus corpos para satisfazerem seus deuses internos, seus deuses eternamente jovens, seus deuses que não envelhecem, que não adoecem, que não sabem o que é moral, tradição ou bons costumes. Deuses de conveniência. Deuses comprados em lojas de conveniência de algum Posto Ipiranga. Quisera eu ser como Dom Pedro e, às margens deste mesmo Ipiranga dar meu grito de liberdade, de independência dessa Metrópole escravocrata. Brinder minha auforria, gritar às Carlotas Joaquinas, às Teresas Cristinas, às Isabéis de Bourbon e Bragança: "Me tira desse corpo que não me pertence" Meu mundo é outro, meu corpo é outro, minha história é outra, meus deuses são outros.
Aqueles, os que só sabem olhar para o céu e se entregar ao ritmo de Ri-hienas e seus guardas-chuvas que não Offer-ecem nada a ninguém. Até Houston foi para o espaço. Se um dia você for a San Francisco, lembre-se das flores em seus cabelos e cumprimente as gentis pessoas que vivem por lá. Os seres brilhantes se manifestam em New York, London, Paris, Milan
Tokyo - sim, até mesmo no Japão - Asia, Malaysia, Las Vegas também...
Some blind people will ask you: How do you look?
Alerto apenas para o perigo "blinded"... Gente "blinded" não precisa ver luz, não querem... Lhes basta seus "Dark-Rooms".
Lá, como bem dizem cariocas, os parafraseio, "Beleza é fundamental".
PENSO, LOGO, D-EXISTO...
Alguns dos novos habitantes me encaravam como se eu não fosse bem-vindo naquilo que um dia fora meu parque-de-diversões. Quem pensam que são? Muito antes de estarem aqui eu já era "habituée". Outros, que não se escondiam nas sombras das marquises, que se expunham bailantes, galantes no intuito, românticos nas palavras, infantis nas ações... esses mesmos eram os que, como disse o que me acompanhava, eles eram os "Night Gospels" ou então astrônomos, porque se punham em observar o céu, o céu sem estrelas, um céu tão próximo de onde algumas estrelas piscavam em cores alucinantes, verde, vermelho, amarelho, lasers estelares, como a espera de algum Messias, ou qualquer outro Santo-Homem que lhes assuntasse aos céus. Eram como uma tribo indigena - vi isso acontecer no Alto Xingu. Todos se uniam numa dança frenética do extasê. Dança do Extâse, com Extâse e alguns presentes dos Santos Cosme e Damião: balas, doces e alguns chicletes sem tantos efeitos. Duas horas de coreografia ritualística batendo os pés do chão, rosto ao céu, olhar perdido no infinito negro. Falar? Quem? Ninguém falava, não havia possibilidade de qualquer comunicação consciente; estavam todos tomados por aqueles Ovnis que pairavam sob suas cabeças. Creio até mesmo que alguns tiveram a alma abduzida dado o fato de sem mais nem menos seus corpos despencarem no chão, as pernas não se aguentavam e se entregavam a Morpheu, um sonho estranho onde olhos piscavam sem controle, assim como todo o corpo piscava. Tudo pisca frente ao medo do desconhecido. Acho que alguém piscou para mim!
Nessa terra que vos falo não existe profissão, não existe razão. É puro animalismo. Usam seus corpos para satisfazerem seus deuses internos, seus deuses eternamente jovens, seus deuses que não envelhecem, que não adoecem, que não sabem o que é moral, tradição ou bons costumes. Deuses de conveniência. Deuses comprados em lojas de conveniência de algum Posto Ipiranga. Quisera eu ser como Dom Pedro e, às margens deste mesmo Ipiranga dar meu grito de liberdade, de independência dessa Metrópole escravocrata. Brinder minha auforria, gritar às Carlotas Joaquinas, às Teresas Cristinas, às Isabéis de Bourbon e Bragança: "Me tira desse corpo que não me pertence" Meu mundo é outro, meu corpo é outro, minha história é outra, meus deuses são outros.
Aqueles, os que só sabem olhar para o céu e se entregar ao ritmo de Ri-hienas e seus guardas-chuvas que não Offer-ecem nada a ninguém. Até Houston foi para o espaço. Se um dia você for a San Francisco, lembre-se das flores em seus cabelos e cumprimente as gentis pessoas que vivem por lá. Os seres brilhantes se manifestam em New York, London, Paris, Milan
Tokyo - sim, até mesmo no Japão - Asia, Malaysia, Las Vegas também...
Some blind people will ask you: How do you look?
Alerto apenas para o perigo "blinded"... Gente "blinded" não precisa ver luz, não querem... Lhes basta seus "Dark-Rooms".
Lá, como bem dizem cariocas, os parafraseio, "Beleza é fundamental".
PENSO, LOGO, D-EXISTO...

