CIRCULO DO SABER
"Por uma vida inteligente nos submundos"
3.27.2013
Do Prazer de Cair
3.12.2013
Cyberativismo e Cidadania Online
- através da educação dos próprios atores deste cyberativismo, debatendo entre estes os prós e contras que possam ser levantados no decorrer das discussões, seja com a sociedade ou com os governos e/ou empresas;
- reconhecimento e engajamento de nomes fortes politicamente, economicamente e com posição de respeito entre as classes acadêmicas e pensantes da sociedade, afim de que estes façam bom uso do prestígio e reconhecimento social na intenção de que mais pessoas busquem informação sobre a discussão proposta;
- recolhimento de dados de situações semelhantes que possam embasar as mudanças propostas nestas mobilizações, com apresentação de exemplos bem sucedidos e que sejam facilmente aplicados à sociedade e realidade brasileira;
- trazer os próprios governantes para a esfera digital para que o maior número de pessoas tenha a possibilidade de acompanhar as discussões, a exemplo do que vem acontecendo em outros países. Essa “vinda” é algo quase obrigatório no atual movimento que faz a sociedade: estar off-line é desrespeitar e deixar de conversar com uma parte extremamente importante da sociedade.
1.15.2013
GATOS: OS MELHORES EXEMPLOS PARA O HOMEM
12.06.2012
Amar o Ódio é necessário
Se a gente ama?Talvez sim... Pouquíssimas pessoas amam de verdade, digo, amam outras pessoas. Ouvi do filósofo Flavio Gikovati que todo nosso conhecimento sobre as pessoas se evaporam depois que damos o primeiro beijo nelas, ou seja, no afastar dos rostos quem se aproximou não é exatamente a mesma pessoa que agora se apresenta e sim uma projeção nossa do ideal de pessoa que queremos e não o queremos no outro, queremos primeiramente em nós e então o projetamos no outro.
Certamente você já ouviu que tudo o que não gostamos nos outros é o que temos de ruim em nós. E talvez uma coisa que as pessoas também não tenham entendido é que não há como reconhecer algo que não nos é conhecido. Como posso dizer que azul é azul se nunca me foi apresentada a noção de cores e suas nomenclaturas. Percebo o azul, entendo sua diferença, mas não sei dizer que isso é uma cor e que essa cor se chama azul.
O que a gente costuma chamar de amor é uma distorção do ideal de amor. É mais um amor-paixão do que amor de fato.
Mas e o que tem a ver o ódio nisso tudo?O ódio é um tipo de paixão que visita os sentimentos de desventura, desgraça, desonra, infelicidade, frustração. É apenas o lado contrário ao bom, feliz, gracioso. Não é pior, é apenas o contrário e é tão necessário à manutenção de nossa existência quanto sua contrapartida.
Não... não estou fomentando o ódio (esse ensaio livre de idéias não busca ser um manual de conduta). O que quero dizer é que o ódio é necessário à vida. Sem o ódio todos morreríamos mais depressa. O ódio da leveza é a gravidade, o ódio da luz é o escuro, o ódio do ir é o ficar. Não é melhor, nem pior, é o contrário e apenas isso e somos extremamente apaixonados pelo ódio. Amamos o ódio, amamos como talvez não amemos outra coisa no universo.
A tradição judaico-cristã prega o amor, mas ama a desgraça de seus inimigos (físicos ou "espirituais"); quem ama a paz, luta pela paz, logo a luta suscita o ódio a quem é contrário à paz. Entende? Amamos odiar. Amamos odiar a mãe da Isabela que jogou a menina pela janela, amamos odiar os agressores do que achamos ser o correto. Temos prazer no ódio, e o ódio, diferente da Paixão-amor que tem começo, meio e fim, pode perdurar em conta-gotas até o fim dos dias. A paixão-amor não. Ela é avassaladora. Conta-gotas é o escambau!
Temos a necessidade de ter uma figura de ódio, uma figura que contrarie nossas idéias e ideais para por sobre eles todo o nosso rancor, toda a nossa fúria, todo nosso lado negro, cujo lado "claro" é o lado negro de quem está do outro lado da trincheira. É como aquele soldado americano, criado a base de pasta de amendoim e coros gospel, ouvindo God Bless America à torta e que é levado para o Afeganistão e na prisão AbuDabi comete atrocidades tão vis quanto seus pares, carcereiros de Auschwitz-Birkenau e quem era o mocinho hoje é o bandido, que também é visto como mocinho.
Precisamos odiar. O ódio é extremamente necessário! Não apenas a paixão ódio, mas o ódio como contraponto do que sou, como sou e porque sou. O que não precisamos é a violência, produto do ódio passional. A violência sim é danosa. A violência não apenas se vangloria no prazer da desgraça de seu contrário como também intenciona que este deixe de existir. A violência faz com que desejemos a inexistência daquilo que nos é contrário e que nos provoca tal sentimento.
O violento é a forma mais ignorante no sentido humano do ser e não tem, como seu progenitor, o ódio, um lado bom. A defesa de seu uso acontece em acordo com o pensamento dominante. Se o ladrão fere então todos concordam que cercear sua liberdade de ir e vir é algo bom e aplicável, o que não o seria para alguém que não tivesse violado nenhuma regra de conduta social aceitável. Se ele bateu no meu filho eu posso bater também. Essa violência em resposta a uma agressão entre o mais forte e o mais fraco é aceita, mas é tão violência quanto sempre foi.
Quando se lê notícias de atrocidades cometidas por outras pessoas, pensamos: "cadeia é pouco... tem que matar" ou então "ahhh se fosse com alguém da minha família" e esse pensamento de desforra é socialmente aceito. Mas quem gera a violência é exatamente a mesma pessoa que a renega.
A única resposta que temos para sanar esses problemas é amar tudo; a tudo querer bem, sem olhar a quem, sem perguntar por quê ou por quem ou de onde vem. É fazer o bem e o deixar ir. Mas a gente não consegue amar de longe. Quem "ama" quer ter um pedaço do ser.
Aí a pergunta: "Se a gente ama...?"
Sim, mas amamos apenas o ódio que temos... Nunca aprendemos a amar o que somos. Amar a Deus já sabemos, mas "ao próximo como a si mesmo", hmmm isso é difícil! Como posso amar alguém se não sei me amar e me aceitar e deixar de me preocupar em como parecer ou me mostrar. Amar é ser, estar e deixar... se deixar amar tal qual se é, tal qual sempre será!
10.31.2012
Vai!
6.12.2012
Uma Noite Eterna
Aí você se pega espelhado naquele olhar que não sabe bem de onde veio, mas que parece sempre ter estado ali a sua espera. Aí você descobre que havia um pedaço de você morando fora do seu corpo. E aquele olhar te desmonta, te dilacera, te desconstrói, faz todas as suas certezas virarem dúvida, consegue até mesmo te confundir sobre quem realmente é você.
Tudo o que precisa para em sua frente, estaciona bem ali entre o braço direito e lado esquerdo do peito e te estende as mãos e te entrega o corpo todo e te pede a vida em troca e você entrega tudo e entregaria mais se mais tivesse para dar.
Aí você sente o tempo fechar e começa a chover nos olhos e você ficar feito criança jogando água e fazendo disso seu brinquedo. E brinca e pula e dança e esse água era o que essa terra seca precisava pra fazer algo novo começar. O chão da alma ta úmido e as janelas da casa coração se abrem pro vento que vem da serra e você limpa a casa, lustra as pratas, bate o tapete, troca a roupa de cama, bota um vaso novo, uma balada com barulho de disco, passa um café, deixa tudo pronto e vai pra varanda dizer: Seja Bem Vindo, Amor!
Mesmo que você, amor, seja eterno até amanhã e depois disso tenha que te levar a porta, te verei partir com a certeza de que nesse momento você era tudo o que precisava acontecer na minha vida.
Você não é o amor perfeito, você é na medida!

5.20.2012
A cancao francesa
Engraçado como as coisas acontecem.
Coloquei uma canção francesa para tocar e saí pela cidade a passear e ver as pessoas neste outono. E todas eram bem mais bonitas e mais amistosas e mais simpáticas enquanto tocava aquela canção. A cidade se enchia de cor, de beleza e tudo ficava melhor. Mas aqui dentro; aqui tem um coração que sofre por seus erros e chora por seus acertos. Um coração acostumado a ver a felicidade como algo distante e não é por causa desta distância que ele acredita que não exista a felicidade, apenas acredita que sua chegada depende de alguns acontecimentos que lhe prove o merecimento dessa glória final.
Ele ve seu amor nos braços de outra pessoa. Um outro alguém que não tem o cuidado que este amor merece, mas cada um tem seus próprios desafios e por isso aceitava e abraçava seu destino.
Agora cá estamos, olhando pela janela a cidade que não dorme, que chora e ri vinte e quatro horas por dia. O que devo fazer agora? Chorar ou rir?



