Vivemos como se fosse este o último dia de uma história completa..Não poupamos nada: gastamos sentimentos, dinheiros, economias, alegrias, tristezas, lágrimas, sofrimentos, alegrias, filhos, vida, morte...
Vivemos tudo ao extremo... Tudo isso para que não nos acusassem de não termos vivido.
Mas, para quê?
O que nos restou de tudo isso? Como vão lembrar da vida que levamos?
Diz-se que “da vida levamos, a vida que levamos” e quem leva quem??? Deixo a vida me levar como pede o sambista? Não seria isso jogar fora a única oportunidade de fazer algo notável? Se é assim porque nascer pensante? Pensar para quê se não iremos usar esse poder? Afinal a vida nos leva...
Precisamos amar, precisamos ser amados. Se a vida é de fato uma estrada e as pessoas são suas estações, sozinhos nesta viagem percorremos distâncias mais rápido, mas se estivermos juntos, percorreremos maiores distâncias.
Já escrevemos certa vez que a vida é um livro do qual o Eu Sou nos pedirá contas quando nos apresentarmos दे volta à casa. Lá serão lidas as linhas que aqui escrevemos, o que fizemos, quem conhecemos, quantas drogas experimentamos, quantas noites de sexo tivemos, quantos parceiros tivemos, quantas vezes corremos risco de vida por nossas escolhas, quais foram nossas escolhas... Você está pronto para morrer? Se hoje fosse o dia de sua morte você morreria feliz, consciente de que viveu uma vida pródiga em alegrias ou precisaria viver outras vidas para poder retomar o controle de sua própria vida? Quem não sabe que estrada seguir, qualquer caminho é certo.
Ontem lí uma frase de Clarisse Linspector: “Não devemos concertar nossos erros. Talvez sejam esses erros que sustentam toda nossa edificação”... Se é assim, se realmente há males que vem para bem, como saber então qual é nosso mal construtivo? Como saber qual o lado negro de cada um de nós que nos mantém vivos? Se não existe maldade em Deus, se Deus é todo bom e sua contrapartida é a ausência da bondade, não digo maldade, digo ausência de bondade... como nos ausentar de nossa bondade e ainda assim permanecermos nós mesmos, permanecermos com nossa identidade?
O que está escrito em seu livro? A vida é um festa que começou a muito tempo; pra ela viemos depois de seu inicio e dela sairemos antes de seu fim... portanto, como a galera da festa vai lembrar de você? Você é aquele que fica no canto escondido com medo de dançar, preocupado em o que as pessoas pensarão de você? Ou você é o que está na cozinha preparando a comida para os cansados? Até que ponto você tem se doado para os que precisam de você? Ou você fica só na porta vendo quem entra e quem saí, sem nada acrescentar à essa festa incrível? Já sei... hehehe... você é o Dj, é você que põe fogo nessa bagaça, é culpa sua a situação estar do jeito que está... Ahhh não, você é o segurança? Gosta de ficar cuidando dos outros... o iluminador: gosta de preparar o clima para cada música tocada... o cenógrafo: prefere criar bons ambientes por onde passa....
Quem é você nessa festa? Como as pessoas vão lembrar de você?
MORTE: Aqui Jaz........? Quem?
Se souber a resposta parabéns, se não souber fique tranquilo, vamos inventar uma boa frase para colocar em sua coroa de flores, quando nos virmos livre de você! É sempre assim... Até os piores assassinos tiveram quem por eles chorassem. Imagina se você não vai Ter...
Penso, logo D-existo...